quarta-feira, 7 de outubro de 2020

BIBLIA EM ORDEM CRONOLOGICA - NT - Mais 18 anos vividos em Nazaré

 

10. Mais 18 anos vividos em Nazaré

8-25 * d.C.

 

Lucas 2:51-52

51 Então foi com eles para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, guardava todas essas coisas em seu coração.

52 Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.

 

 

Explicação

Lc 2:52

Lucas parece ter tomado por empréstimo as palavras de 1Sm 2:26.

Jesus ia crescendo. Embora Jesus fosse Deus, não há nenhum sinal de que possuísse todo o conhecimento e sabedoria desde o nascimento. Parece ter se desenvolvido como qualquer outro menino.

 

 

11. Nascimento de Paulo

C. 10-15 * d.C.

 

 

12. César Augusto morre e Tibério começa a reinar

19 de agosto de 14 d. C.

 

 

JOÃO BATISTA APRESENTA CRISTO

 

1. O aparecimento de João Batista

C. abril (r)/ 1º de outubro (k) de 25 d.C.

 

Mateus 3:1:6

1 Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia.

2 Ele dizia: "Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo".

3 Este é aquele que foi anunciado pelo profeta Isaías: "Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele’ ".

4 As roupas de João eram feitas de pêlos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre.

5 A ele vinha gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região ao redor do Jordão.

6 Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.

 

Marcos 1:2-6

2 Conforme está escrito no profeta Isaías: "Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho"—

3 "voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele’ ".

4 Assim surgiu João, batizando no deserto e pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados.

5 A ele vinha toda a região da Judéia e todo o povo de Jerusalém. Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.

6 João vestia roupas feitas de pêlos de camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre.

 

Lucas 3:1-6

1 No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia; Herodes, tetrarca da Galiléia; seu irmão Filipe, tetrarca da Ituréia e Traconites; e Lisânias, tetrarca de Abilene;

2 Anás e Caifás exerciam o sumo sacerdócio. Foi nesse ano que veio a palavra do Senhor a João, filho de Zacarias, no deserto.

3 Ele percorreu toda a região próxima ao Jordão, pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados.

4 Como está escrito no livro das palavras de Isaías, o profeta: "Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele.

5 Todo vale será aterrado e todas as montanhas e colinas, niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas e os caminhos acidentados, aplanados.

6 E toda a humanidade verá a salvação de Deus’".

 

 

João 1:6-18

6 Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João.

7 Ele veio como testemunha, para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem.

8 Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz.

9 Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens.

10 Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu.

11 Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.

12 Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus,

13 os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.

14 Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.

15 João dá testemunho dele. Ele exclama: "Este é aquele de quem eu falei: Aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já existia antes de mim".

16 Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça.

17 Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.

18 Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.

 

 

Explicação

Mt 3:1

João Batista. O precursor de Jesus, nascido c.7 a.C., filho de Zacarias, sacerdote, e de Isabel (v. Lc 1:5-80).

deserto da Judeia. Área que se estendia uns 32 km do planalto de Jerusalém — Belém até o rio Jordão e o mar Morto, talvez o lugar em que João morava (cf. Lc 1:80). O povo de Qumran (muitas vezes associado aos rolos do mar Morto) também morava nessa região.

 

Mt 3:2

Arrependam-se. Operar uma mudança radical na vida como um todo.

o Reino dos céus. Essa expressão acha-se somente em Mt, em que ocorre 33 vezes. Marcos e Lucas referem-se ao “Reino de Deus”, expressão que Mateus emprega apenas 4 vezes. O reino dos céus é a soberania de Deus, tanto uma realidade presente quanto uma esperança futura. A ideia do reino de Deus é fundamental nos ensinos de Jesus, sendo mencionada 50 vezes só em Mt.

 

Mt 3:3

Todos os três evangelhos sinóticos citam Is 40:3 (Lc cita dois outros versículos) e o aplicam a João Batista.

façam veredas retas para ele.  Equivalente a “Preparem o caminho para o Senhor”. A preparação devia ser moral e espiritual.

 

Mt 3:4

cinto de couro.  Usado para cingir as roupas externas, que eram soltas.

gafanhotos e mel silvestre. Um homem que vivesse no deserto não hesitaria em comer insetos, e os gafanhotos contavam entre os alimentos limpos (Lv 11:21-22). Os alimentos, as roupas e o modo de vida singelos de João eram um protesto visual contra a vida regalada.

 

  Mc 1:2-3

no profeta Isaías. A citação que se segue imediatamente provém de Ml 3:1, mas é seguida por outra, de Is 40:3. A compreensão do ministério de Jesus precisa começar no AT. O que Isaías diz a respeito de Deus aplica-se a Jesus, seu Filho (v.1). Os textos citados falam do mensageiro, do deserto e do Senhor, assuntos ressaltados separadamente nos v. 4-8.

 

Mc 1:4

veio João. Marcos, assim como João, não registra a natividade, mas começa com o ministério de João Batista. João significa “O SENHOR é misericordioso”.

batizando. o hábito de João batizar os que chegassem até ele arrependidos era tão próprio de seu ministério, que ficou conhecido como “Batista”, i.e., “Batizador”.

no deserto. Região árida a oeste domar Morto, entre cujos habitantes estavam os que escreveram e preservaram os rolos do mar Morto.

arrependimento. Implica abandono refletido do pecado a favor da retidão, e o realce que João dispensa ao arrependimento faz lembrar a pregação dos profetas (e.g., Os 3:4-5). Deus sempre concede perdão quando há arrrependimento.

batismo. João pregava o batismo de arrependimento, i.e., que seguia o arrependimento ou era por ele acompanhado. O batismo não era novidade para os ouvintes de João. Conheciam o batismo exigido para os gentios que se convertessem, embora nunca tivessem ouvido dizer que os descendentes de Abraão (os judeus) precisassem arrepender-se e ser batizados.

 

Mc 1:5

toda [...] todo. Sem dúvida uma hipérbole, denotando o grande interesse despertado pela pregação de João. Durante séculos, Israel não tivera profeta.

rio Jordão. o rio principal da Palestina, que tem seu início nas neves do monte Hermom e que termina no mar Morto. Fica a 32km de Jerusalém no seu ponto mais próximo.

 

Mc 1:6

pêlos de camelo [...] cinto de couro. Assim se vestiam Elias e os demais profetas (2Rs 1:8; cf. Zc 13:4).

 

* i.e. significa “isto é”

 

Lc 3:1-2

Os historiadores muitas vezes datavam um acontecimento citando o ano do reinado do soberano em que

se deu o fato.

 

Lc 3:1

décimo quinto ano. Essa expessão pode corresponder a várias datas, mas a data 25-26 d.C. (Tibério passou a ter autoridade nas provìncias em 11d.C.) encaixa-se melhor à cronologia da vida de Cristo. Os outros governantes citados não ajudam a fixar com exatidão o início do ministério de João, mas só servem para nos fazer supor o peíodo histórico geral.

Pôncio Pilatos. O prefeito romano que entao governava a Judeia, Samaria e Idumeia.

Herodes, tetrarca da Galileia. Quando Herodes, o Grande, moreu (4 d.C.), seus filhos — Arquelau, Herodes Antipas e Herodes Felipe — receberam a jurisdição sobre seu reino dividido. Herodes Antipas veio a ser tetrarca da Galileia e da Pereia.

Lisânias, tetrarca de Abilene.  Nada se sabe a respeito desse Lisânias, senão que seu nome foi encontrado em certas inscrições.

 

Lc 3:2

Anás e Caifás exerciam o sumo sacerdócio. Anás foi sumo sacerdote de 6 d.C. até ser deposto pelo oficial romano Grato, em 15 d.C. Foi sucedido por seu filho Eleazar, seu genro Caifás e depois por mais quatro filhos. Embora Roma tivesse substituído Anás, os judeus continuavam a reconhecer a autoridade deste (v. Jo 18:13; At 4:6); por isso, Lucas incluiu o nome dele junto com Caifás, a quem os romanos tinham nomeado.

a palavra do Senhor. Fonte da pregação de João e autoridade para batizar. A mensagem de Deus veio a João assim como veio aos profetas do AT (cf. Jr 1:2; Ez 1:3; Os 1:1; Jl 1:1).

deserto. Área desolada e desabitada, não necessariamente lugar arenoso e árido.

 

Lc 3:3

batismo de arrependimento. O batismo de João representava uma mudança de mentalidade, o que envolve tristeza elo pecado e decisão resoluta de levar uma vida santa.

perdão pelos pecados. Cristo livrariao arrependido da pena do pecado morrendo na cruz.

 

Lc 3:4

Preparem o caminho. Antes de um rei sair em viagem a um país distente, as estradas por onde passaria eram melhoradas. De modo semelhante, a preparação moral e espiritual para o Messias se fez por meio do ministério de João, que focalizava o arrependimento e o perdão do pecado, além da necessidade de um salvador.

 

Lc 3:6

toda a humanidade. A salvação divina devia ser divulgada tanto aos judeus quanto aos gentios — assunto dos mais importantes em Lc.

 

Jo 1:7

como testemunha, para testificar. O ministério singular de João Batista era testificar de Jesus (10:41). "Testificar" e outro conceito importante nesse evangelho. O substantivo ("testemunha" ou testemunho") é usado 14 vezes (em Mateus, nenhuma vez; em Marcos, três vezes; em Lucas, uma só vez), e o verbo ("testificar"), 33 vezes (achado uma vez em Mateus e em Lucas, e nenhuma vez em Marcos) — nos dois casos, muitas vezes mais que em qualquer outro lugar no NT. João (ou autor) friza assim que os fatos no tocante a Jesus são amplamente confirmados.

a fim de que por meio dele todos os homens cressem. As pessoas não deviam crer "em" João Batista mas "or meio" dele. Semelhantemente, o propósito do escritor era levá-las à fé em Cristo (20:31); ele emprega o verbo “crer” 98 vezes.

 

Jo 1:9

João está se referindo a encarnação de Cristo.

mundo. Outra palavra comum nos escritos de João, encontrada 78 vezes nesse evangelho e 24 em suas cartas (mas apenas 47 vezes em todos os escritos de Paulo). Pode significar o universo, a Terra, as pessoas da Terra, a maioria das pessoas, as pessoas que se opõem a Deus ou sistema humano em oposição aos propósitos divinos. João ressalta essa palavra mediante repetição, e passa, sem explicações de um significado para o outro (v., e.g., 17:5,14,15).

 

Jo 1:12

deu-lhes o direito. Ser membro da família de Deus só se dá por meio da Graça — dom de Deus (v. Ef 2:8,9). Nunca é uma realização humana, conforme friza o v.13; mesmo assim a dádiva depende da aceitação do homem, como deixam Claro as palavras “receberam” e “creram”.

 

Jo 1:14

tornou-se. Indica transição; a Palavra existia antes de se tornar homem.

carne. Palavra forte, quase grosseira, que ressalta a realidade da condição humana de Cristo.

viveu entre nós. Vimos a sua glória. A palavra aqui traduzida por “viveu” está relacionada com a palavra que significa "tenda/tabernáculo"; o versículo teria levado os leitores judeus de João a lembrar-se da Tenda do Encontro, que ficou repleto da Glória de Deus (Ex 40:34-35). Cristo revelou sua glória aos seus discípulos mediante os milagres que operou (v. 2:11) e por sua morte e ressurreição.

de graça e de verdade. Os termos hebraicos correspondentes são muitas vezes traduzidos por “amor e fidelidade [inabaláveis]”.

graça. Conceito cristão relevante, embora João jamais volte a empregar a palavra após o prólogo (v.1-18).

verdade. Palavra que João emprega 25 vezes, tendo esreita associação com Jesus, que é a verdade (14:6).

 

Jo 1:15

exclama. o uso do tempo presente para o verbo revela que a pregação de João Batista ainda soava nos ouvidos das pessoas, embora tivesse sido morto muito antes de esse evangelho ser escrito.

é superior a mim. Nos tempos antigos a pessoa mais velhas recebia respeito, sendo tida como superior à mais jovem. As pessoas teriam em geral atribuído mais respeito a João, por ser mais velho, que a Jesus. João Batista explica que isso é mera aparência, uma vez que Jesus, sendo a Palavra, existia já antes de ter nascido na Terra.

 

Jo 1:18

o Deus Unigênito. Declaração categórica acerca da divindade de Cristo (cf. v. 1,14).

o tornou conhecido. Às vezes, no AT, registra-se que alguém viu a Deus (e.g., Ex 24:9-11). Contudo também se lê ali que ninguém poderá ver a Deus e viver (Ex 33:20). Desse modo, já que nenhum ser humano pode ver a Deus como Ele realmente é, os que viram na verdade viram-no numa forma assumida temporariamente para a ocasião. Agora, porém, Cristo  o tornou conhecido.

 

domingo, 4 de outubro de 2020

BIBLIA EM ORDEM CRONOLOGICA - NT - Infância em Nazaré

 

8. Infância em Nazaré

 

Lucas 2:40  

40 O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

 

 

9. Jesus vai a Jerusalém aos 12 anos

Abril de 8 d.  C.

 

Lucas 2:41:50

41 Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa.

42 Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume.

43 Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles percebessem.

44 Pensando que ele estava entre os companheiros de viagem, caminharam o dia todo. Então começaram a procurá-lo entre os seus parentes e conhecidos.

45 Não o encontrando, voltaram a Jerusalém para procurá-lo.

46 Depois de três dias o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas.

47 Todos os que o ouviam ficavam maravilhados com o seu entendimento e com as suas respostas.

48 Quando seus pais o viram, ficaram perplexos. Sua mãe lhe disse: "Filho, por que você nos fez isto? Seu pai e eu estávamos aflitos, à sua procura".

49 Ele perguntou: "Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai? "

50 Mas eles não compreenderam o que lhes dizia.

 

 

Explicação

Lc 2:41

festa da Páscoa. Todos s homens adultos (em geral acompanhados da família) estavam obrigados por lei a participar anualmente de três festas: a Páscoa, o Pentecostes e a festa das cabanas (Ex 23:14-17; Dt 16:16). A distância impedia muitos judeus de frequentar  as três, mas a maioria procurava estar presente na Páscoa.

 

Lc 2:42

completou doze anos. Aos doze anos os meninos começavam a preparar-se para no ano seguinte assumir seu lugar na comunidade religiosa.

 

Lc 2:46

três dias. Um dia em viagem para fora de Jerusalém, um dia de volta e um terceiro à procura de Jesus.

os mestres. Os rabinos, peritos no judaísmo.

 

Lc 2:49

na casa de meu Pai. Jesus ressaltou seu dever diante do Pai celeste. Contrapôs “meu pai” ao “seu pai” de Maria (v. 48). Aos 12 anos de idade, tinha consciência de um relacionamento singular com Deus. Mas também era obediente aos pais terrenos (v.51).

sábado, 3 de outubro de 2020

BIBLIA EM ORDEM CRONOLOGICA - NT - Do Egito para Nazaré

 

7. Do Egito para Nazaré

 

Mateus 2:21-22

21 Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.

22 Mas, ao ouvir que Arquelau estava reinando na Judéia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Tendo sido avisado em sonho, retirou-se para a região da Galiléia

 

3 a. C.

Mateus 2:23

23 e foi viver numa cidade chamada Nazaré. Assim cumpriu-se o que fora dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”

 

Lucas 2:39  

39 Depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor, voltaram para a sua própria cidade, Nazaré, na Galileia.

 

 

Explicação

Mt 2:22

Arquelau. Esse filho de Herodes,  o Grande, reinou sobre a Judeia e sobre Samaria durante dez anos apenas

(4 a.C-6 d.C.). Foi excepcionalmente cruel e tirânico, sendo deposto por isso. A Judeia passou então, a ser província romana, administrada por prefeitos nomeados pelo imperador.

Galileia. Região setentrional da Palestina nos dias de Jesus.

 

Mt 2:23

Nazaré. Cidade de que pouco se sabe, não mencionada em nenhum lugar do AT. Era a cidade natal de Jesus (21:11; 26:71; v. Lc 2:39; 4:16-24; Jo 1:45-46).

Ele será chamado nazareno. Essas palavras exatamente não se acham no AT e provavelmente se referem a várias prefigurações e/ou predições do AT (observe o plural “profetas”) de que o Messias seria desprezado (e.g.,Sl 22:6; Is 53:3), pois, nos dias de Jesus, “Nazareno” era quase sinônimo de “desprezado” (v. Jo 1:45-46). Alguns sustentam que Mateus , ao chamar Jesus “Nazareno”, refere-se em primeiro lugar à palavra “renovo” (heb., netser) de Is 11:1.

 

Lc 2:39

voltaram para [...] Galileia. Lucas não menciona a vinda dos magos, o perigo da parte de Herodes, nem a fuga para o Egito e a volta de lá (cf. Mt 2:1-23)

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

BIBLIA EM ORDEM CRONOLOGICA - NT - Fuga para o Egito e morte de Herodes, o grande

  

6. Fuga para o Egito e morte de Herodes o grande

4 (r)/ março de 4 (k) a. C.

 

Mateus 2:13-18

13 Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e disse-lhe: "Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo".

14 Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito,

15 onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: "Do Egito chamei o meu filho".

16 Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos.

17 Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias:

18 "Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem".

 

13 de março de 4 a.C.

Mateus 2:19

19 Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, 

20 e disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e vá para a terra de Israel, pois estão mortos os que procuravam tirar a vida do menino”.

 

 

Explicação

Mt 2:15

a morte Horodes. Em 4 a.C.

Do Egito chamei meu filho. Essa citação de Os 11:1 referia-se aos tempos de Moisés, quando Deus chamou a nação para sair do Egito. Mateus, porém, sob inspiração do Espírito, também aplica a Jesus. Ele vê a história de Israel (os filhos de Deus) recapitulada na vida de Jesus (o Filho de Deus no sentido exclusivo).Assim como Israel, no começo de seus dias como nação, desceu até o Egito, assim também Jesus foi para lá na infância. Assim como Deus tirou Israel do Egito, tirou também Jesus. Não se sabe quanto tempo Jesus ficou no Egito com Maria e José.

 

Mt 2:16

matassem todos os meninos de dois anos para baixo. O número de trucidados é muitas vezes exagerado, como sendo algo em torno dos milhares. Numa aldeia tão pequena como no caso de Belém (mesmo incluindo as regiões circunvizinnhas), o número não deve ter sido grande — embora, é obvio, o ato não tenha sido menos brutal por causa disso.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

BIBLIA EM ORDEM CRONOLOGICA - NT - A visita dos Magos

 

5. A visita dos Magos

4 a.C.

 

Mateus 2:1-12

1 Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém

2 e perguntaram: "Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo".

3 Quando o rei Herodes ouviu isso, ficou perturbado, e com ele toda a Jerusalém.

4 Tendo reunido todos os chefes dos sacerdotes do povo e os mestres da lei, perguntou-lhes onde deveria nascer o Cristo.

5 E eles responderam: "Em Belém da Judéia; pois assim escreveu o profeta:

6 ‘Mas tu, Belém, da terra de Judá, de forma alguma és a menor entre as principais cidades de Judá; pois de ti virá o líder que, como pastor, conduzirá Israel, o meu povo’ ".

7 Então Herodes chamou os magos secretamente e informou-se com eles a respeito do tempo exato em que a estrela tinha aparecido.

8 Enviou-os a Belém e disse: "Vão informar-se com exatidão sobre o menino. Logo que o encontrarem, avisem-me, para que eu também vá adorá-lo".

9 Depois de ouvirem o rei, eles seguiram o seu caminho, e a estrela que tinham visto no Oriente foi adiante deles, até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o menino.

10 Quando tornaram a ver a estrela, encheram-se de júbilo.

11 Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.

12 E, tendo sido advertidos em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram a sua terra por outro caminho.

 

 

Explicação

Mt 2:1

Belém da Judeia. Aldeia a uns 8 km ao sul de Jerusalém. Mateus nada diz a respeito dos fatos em Nazaré (cf. Lc 1:26-56). Talvez desejando ressaltar os antecedentes davídicos de Jesus, inicia com os fatos ocorridos na cidade de Davi. É chamada “Belém da Judeia”, não para distinguí-la da cidade de mesmo nome, uns 12 km a noroeste de Nazaré, mas para ressaltar que Jesus provinha da tribo e do território que deran origem  à linhagem dos reis davídicos. Jo 7:42 deixa claro que para os judeus o Messias deveria nascer em Belém e ser membro da família de Davi.

rei Herodes. Herodes, o grande (34-4 a.C), que deve ser distinguido dos outros Herodes da Bíblia. Herodes não era judeu — era idumeu —, nomeado pelo Senado Romano em 40 a.C. para ser rei da Judéia, passando a controlá-la até 37 a.C. Assim como a maioria dos governantes daqueles dias, era implacável: assassinou a esposa, os três filhos, a sogra, o cunhado, o tio e muitos outros — sem mencionar os meninos de Belém (v. 16). Seu reinado também ficou célebre pelo esplendor, conforme se vê nos muitos teatros, anfiteatros, monumentos, altares pagãos, fortalezas e outros edifícios que erigiu ou reformou — incluindo a maior de todas as obras, a reconstrução do templo de Jerusalém, iniciada em 19 a.C.e terminada 68 anos depois de sua morte.

magos. Provavelmente astrólogos, talvez da Pérsia ou do sul da Arábia, regiões a leste da Palestina.

Jerusalém. Como procuravam o “rei dos judeus” (v. 2), é natural que fossem até a capital judaica

 

Mt 2:2

rei dos judeus. Mostram que os magos eram gentios. Mateus demonstra que pessoas de todas as nções reconheciam Jesus como “rei dos judeus” e vinham adorá-lo como Senhor.

estrela. Provavelmente nenhuma estrela, planeta ou cometa, embroa alguns estudiosos a tenham identificado com  a conjunção de Júpiter com Saturno.

 

JOSÉ

Carpinteiro, pai

Famoso por:

- sua obediências às instruções de Deus dadas em sonho

- seu papel de pai terreno de Jesus

 

Mt 2:4

chefes dos sacerdotes. Os saduceus responśaveis pelo culto no templo de Jerusalém.

mestres da lei. Os estudiosos judaicos daquela época, instruídos para profissionalmente desenvolver, ensinar e aplicar a lei do AT. A autoridade deles era rigorosamente humana e tradicional.

 

Mt 2:6

Essa profecia de Miquéias fora proferida 7 séculos antes.

 

Mt 2:11

casa. de modo contrário à tradição, os magos não visitaram Jesus na manjedoura no noite do seu nascimento, conforme fizeram os pastores. Chegaram alguns meses depois, e o visitaram como “menino” em sua “casa”.

o menino com Maria, sua mãe. Todas as vezes que Maria e sua mãe são mencionados juntos, ele é mencionado primeiro (v. 11, 13, 14, 20, 21).

ouro, incenso e mirra.  Os três presentes talvez tenham dado origem à lenda de que havia três “reis magos”. Mas a Bíblia não revela o número de magos, e quase certamente não eram reis.