sábado, 31 de janeiro de 2015

Paulo colocou a ganância ao lado do adultério e do roubo

Mundo interior 132 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 117
6. A DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE


Jesus referiu-se à questão de economia mais do que a qualquer outro problema social. Se numa sociedade comparativamente simples nosso Senhor dá ênfase tão grande sobre os perigos espirituais da riqueza, quanto mais deveríamos nós que vivemos numa cultura altamente rica levar a sério a questão econômica.
As epístolas referem o mesmo interesse. Paulo disse: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição” (1 Timóteo 6:9).
O bispo não deve ser “avarento” (1 Timóteo 3:3). O diácono não deve ser “cobiçoso de sórdida ganância” (1 Timóteo 3:8). O escritor de Hebreus aconselhou: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hebreus 13:5).
Tiago lançou a culpa por mortes e guerras sobre a cobiça de bens materiais: “Cobiçais e nada tendes; matais e invejais e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras” (Tiago 4:1-2). Paulo chamou a avareza de idolatria e ordenou à igreja de Corinto que exercesse severa disciplina contra qualquer pessoa culpada de ganância (Efésios 5:5; 1 Coríntios 5:11). Ele colocou a ganância ao lado do adultério e do roubo e declarou que os que vivem nessas coisas não herdarão o reino de Deus.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Tesouro inextinguível nos céus

Mundo interior 131 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 116
6. A DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE

Jesus exortou o jovem rico a não ter apenas uma atitude interior de desapego a suas posses, mas literalmente livrar-se delas, se desejasse o reino de Deus (Mateus 19:16-22). Disse Jesus: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12:15). Aconselhou às pessoas que vinham buscar a Deus: “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus...” (Lucas 12:16-21). Jesus disse que se realmente desejamos o reino de Deus devemos, como um negociante que procura boas pérolas, tendo achado uma de grande valor, estar dispostos a vender tudo para consegui-la (Mateus 13:45, 46). Ele chamou todos os que quisessem segui-lo para uma vida alegre, despreocupada e isenta de cuidados materiais: “Dá a todo o que te pede; e se alguém levar o que é teu, não entres em demanda” (Lucas 6:30).


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Jesus declarou guerra ao materialismo

Mundo interior 130 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 115
6. A DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE

Jesus declarou guerra ao materialismo do seu tempo. O termo aramaico para riqueza era “mamom”, e Jesus condenou-a como um deus rival: “Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque, ou há de aborrecer um ou amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Lucas 16:13, Ed. Rev. Corrigida).
Ele falou com freqüência e sem ambigüidade dos problemas econômicos. “Bem-aventurados vós os pobres, porque vosso é o reino de Deus” e “Ai de vós, os ricos! porque tendes a vossa consolação” (Lucas 6:20, 24). Retratou graficamente a dificuldade do rico entrar no reino de Deus como a de um camelo passar pelo fundo de uma agulha. Para Deus, naturalmente, todas as coisas são possíveis, mas Jesus entendeu claramente e dificuldade. Viu as garras que a riqueza pode
colocar sobre uma pessoa. Ele sabia que “onde está o teu tesouro, ai estará também teu coração”, que é precisamente a razão de ele ordenar a seus seguidores. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra” (Mateus 6:21, 19).


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração

Mundo interior 129 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 114
6. A DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE


Tal ponto de vista radical da economia estampa-se na face de quase toda crença e prática modernas. Se Israel tivesse observado fielmente o jubileu, teria desferido um golpe mortal no perene problema de os ricos se tornarem mais ricos e os pobres se tornarem mais pobres.
A todo instante a Bíblia trata decisivamente do espírito interior de escravidão gerado por um apego idólatra à riqueza. “Se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração” (Salmo 62:10). O décimo mandamento é contra a cobiça, contra o desejo interior de “ter”, que conduz ao roubo e à opressão. O sábio filósofo entendia que “Quem confia nas suas riquezas cairá” (Provérbios 11:28).


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Bíblia e a Simplicidade

Mundo interior 128 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 113
6. A DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE


A Bíblia e a Simplicidade
Antes de tentar forjar uma opinião cristã da simplicidade é necessário destruir a noção prevalecente de que a Bíblia é ambígua com relação aos problemas econômicos. Com muita freqüência se pensa que nossa reação à riqueza é um problema individual. Diz-se que o ensino da Bíblia nesta área é estritamente matéria de interpretação pessoal. Procuramos crer que Jesus não se referiu a questões econômicas práticas.

Nenhuma leitura séria das Escrituras pode sustentar tal opinião. As injunções bíblicas contra a exploração do pobre e o acúmulo de riqueza são claras e diretas. A Bíblia desafia quase todos os valores econômicos da sociedade contemporânea. Por exemplo, o Antigo Testamento contesta a noção popular de um direito absoluto à propriedade privada. A terra pertencia a Deus e portanto não podia ser possuída perpetuamente, e no ano do jubileu toda a terra voltava ao seu possuidor original. Em realidade, o propósito do ano do jubileu era prover uma redistribuição regular da riqueza, uma vez que a própria riqueza era considerada como pertencente a Deus e não ao homem.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Corajosamente necessitamos de articular novos e mais humanos modos de viver

Mundo interior 127 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 112
6. A DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE


É importante entender que a moderna contracultura mal chega a ser uma melhoria. É uma mudança superficial no estilo de vida que não trata seriamente dos problemas básicos de uma sociedade de consumo. Visto que sempre faltou à contracultura um centro positivo, inevitavelmente ela se degenerou em trivialidade. Art Gish disse:
“Grande parte da contracultura é um reflexo dos piores aspectos da velha sociedade enferma. A revolução não é narcótico livre, sexo livre, abortos a pedido. Isso é ofegar moribundo de uma velha cultura e não conduzirá a uma nova vida.
O erotismo pseudolibertário, os elementos de sadomasoquismo, e os anúncios que apelam para o sexo em grande parte da imprensa clandestina é parte da perversão da antiga ordem e expressão de morte. 
Muitos que se acham na clandestinidade estão vivendo os mesmos valores do establishment, apenas em forma invertida.”
Corajosamente necessitamos de articular novos e mais humanos modos de viver.
Deveríamos fazer objeção à moderna psicose que define as pessoas pelo quanto podem produzir ou pelo que elas ganham. Deveríamos experimentar novas e ousadas alternativas para o presente sistema mortífero. A Disciplina Espiritual da simplicidade não é um sonho perdido mas uma visão recorrente através da história. Ela pode ser recapturada hoje. Deve sê-lo.





domingo, 25 de janeiro de 2015

A conformidade com uma sociedade enferma significa que estamos enfermos

Mundo interior 126 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 111
6. A DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE


Já é tempo de despertar-nos para o fato de que a conformidade com uma sociedade enferma significa que estamos enfermos.
Enquanto não virmos o quanto nossa cultura se desequilibrou neste ponto não estaremos em condições de lidar com o espírito de riquezas materiais que há dentro de nós, nem desejaremos a simplicidade cristã.

A psicose permeia até mesmo nossa mitologia.
O herói moderno é o jovem pobre que se torna rico em vez do ideal franciscano ou budista do jovem rico que voluntariamente se torna pobre. (Ainda achamos difícil imaginar que isso também pudesse acontecer a um jovem!).
Cobiça a que chamamos ambição. Tesouro oculto a que chamamos prudência. Ganância a que denominamos diligência.