sexta-feira, 3 de julho de 2015

Mundo interior 205 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 190

9. A Disciplina do Serviço

O ponto não é que devemos abolir a liderança ou a autoridade. Qualquer sociólogo demonstraria de imediato a impossibilidade de tal tarefa. Mesmo entre Jesus e os discípulos vêem-se facilmente a liderança e a autoridade. O importante é que Jesus redefiniu completamente a liderança e a
autoridade.
Jesus nunca ensinou que todos tinham igual autoridade. Na verdade, ele tinha muito que dizer sobre autoridade espiritual autêntica e deixou claro que muitos não a possuíam. Mas a autoridade da qual Jesus falou não é aquela em que o indivíduo atribui importância a si mesmo. Devemos entender com clareza a natureza radical do que Jesus ensinou sobre este assunto. Ele não estava simplesmente invertendo a “ordem de importância”, como muitos supõem. Ele a estava abolindo. A autoridade da qual ele falou não era uma autoridade para manipular e controlar. Era uma autoridade de função, não de status.



quinta-feira, 2 de julho de 2015

Mundo interior 204 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 189

9. A Disciplina do Serviço

Havendo dado o exemplo de servo perante eles, ele os chamou para o caminho do serviço. “Ora, se eu, sendo o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:14,15). De certo modo, preferiríamos ouvir o chamado de Jesus para negar pai e mãe, casas e terra por amor do evangelho, a ouvir sua ordem para lavar pés. A autonegação radical dá uma sensação de aventura. Se abandonarmos tudo, teremos até mesmo a possibilidade de um glorioso martírio. Mas no serviço somos levados para o mundano, para o ordinário, para o trivial.
Na Disciplina do serviço há também grande liberdade. O serviço capacita-nos para dizer “não!” aos artifícios de promoção e autoridade do mundo. Ele acaba com nossa necessidade (e desejo) de uma “ordem de importância”. Esta expressão é muito significativa, muito reveladora. Como nos assemelhamos a galináceos! No galinheiro não há paz até que fique claro quem é o mais importante, o menos importante, e quem fica entre o poleiro de cima e o de baixo. Um grupo de pessoas não é capaz de estar junto por muito tempo até que fique claramente estabelecida a “ordem de importância”. Podemos vê-lo facilmente em situações tais como onde as pessoas se assentam, como caminham em relação uns com os outros, quem sempre cede quando duas pessoas falam ao mesmo tempo, quem fica atrás quando determinado trabalho precisa ser feito e quem se prontifica a fazê-lo. (Dependendo do trabalho, pode ser um símbolo de senhorio ou um símbolo de servidão.) Essas coisas estão estampadas no rosto da sociedade humana.





quarta-feira, 1 de julho de 2015

Mundo interior 203 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 188


9. A Disciplina do Serviço

“Aprenda esta lição: se você tem de fazer o trabalho de um profeta, você precisa não de um cetro mas de uma enxada.” - Bernardo de Clairaux
Como a cruz é o símbolo da submissão, assim a toalha é o símbolo do serviço.
Quando Jesus reuniu seus discípulos para a última Ceia, eles debatiam sobre quem era o maior. Este problema não lhes era novo. “Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior” (Lucas 9:46). Sempre que houver problema acerca de quem é o maior, haverá problema acerca de
quem é o menor.
Esse é o ponto crucial da questão para nós, não é mesmo? Muitos de nós sabemos que nunca seremos os maiores; assim também, não sejamos os menores.
Reunidos na festa da Páscoa, os discípulos sabiam perfeitamente que alguém tinha de lavar os pés dos outros. O problema era que só os menores é que lavavam os pés dos outros. De modo que ficaram com os pés empoeirados. Era um ponto tão melindroso que eles nem mesmo iriam falar sobre o assunto. Ninguém desejava ser considerado o menor. Então Jesus tomou uma toalha e uma bacia, redefinindo, assim a grandeza.




terça-feira, 30 de junho de 2015

Mundo interior 202 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 187

Mundo interior 202 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 187
8. A Disciplina da Submissão

As perguntas são legítimas e merecem uma resposta cuidadosa.
A resposta não é simples, mas também não é impossível. A
subordinação renovadora nos mandaria viver em submissão à autoridade humana enquanto esta não se torna destrutiva. Tanto Pedro com Paulo exigiram obediência ao estado pagão porque entenderam o grande bem resultante desta instituição humana.
Tenho verificado que as “autoridades” humanas muitas vezes têm uma grande dose de sabedoria que negligenciamos com perigo para nós.
A isto eu acrescentaria outro motivo por que, no meu entender, devemos submeter-nos às pessoas investidas de autoridade, que não conhecem a autoridade espiritual. Devemos submeter-nos por delicadeza comum e por compaixão pela pessoa que se encontra nessa situação difícil. Tenho profunda empatia pelos indivíduos que se encontram nessa posição, pois eu mesmo já estive aí mais de uma vez. É um pântano frustrante, quase desesperador, estar numa posição de autoridade e saber que nossas raízes não têm profundidade suficiente na vida divina para comandar com autoridade espiritual. Conheço a sensação frenética que faz uma pessoa empertigar-se e esbaforir-se, e imaginar truques inteligentes para induzir as pessoas à obediência. Alguns podem achar fácil rir-se dessas pessoas e desconsiderar sua “autoridade”. Eu não. Choro por elas porque conheço a dor e o sofrimento interiores que devem ser enfrentados para viver-se em tal contradição.
Além do mais, podemos orar por tais pessoas para que sejam cheias de novo poder e autoridade. Podemos, também, tornar-nos seus amigos e ajudá-las no que estiver ao nosso alcance. Se vivermos a vida de cruz perante elas, muito em breve podemos descobrir que estão crescendo em poder espiritual, e nós também.




segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mundo interior 201 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 186


8. A Disciplina da Submissão

Nota Final
Em nosso dia tem surgido um problema especial acerca da submissão no tocante à autoridade. O fenômeno que passo a descrever é algo que tenho observado repetidamente. Quando as pessoas começam a mudar-se para o reino espiritual, vêem que Jesus está ensinado um conceito de autoridade que se opõe inteiramente ao pensamento dos sistemas deste mundo. Elas chegam a compreender que a autoridade não reside em posições ou graus, ou títulos, ou bens, ou qualquer símbolo exterior. O caminho de Cristo segue totalmente em outra direção: o caminho da autoridade espiritual. A autoridade espiritual é ordenada e sustentada por Deus. As instituições humanas podem ou não reconhecer esta autoridade; igualmente, não faz diferença alguma. A autoridade espiritual é marcada tanto por compaixão como por poder. Os que andam no Espírito podem identificá-la imediatamente. Sabem, sem dúvida, que a submissão é devida à palavra que foi dada em autoridade espiritual.
Mas, e aqui está a dificuldade, que dizer às pessoas que estão em “posição de autoridade” mas não possuem autoridade espiritual? Uma vez que Jesus deixou claro que a posição não dá autoridade, deveria esta pessoa ser obedecida? Não é preferível desconsiderar toda autoridade humanamente ordenada e buscar a autoridade espiritual e só a ela submeter-nos? Esses são tipos de questões levantadas por pessoas que sinceramente desejam andar no caminho do Espírito.



domingo, 28 de junho de 2015

Mundo interior 200 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 185


8. A Disciplina da Submissão

O quinto ato de submissão é à comunidade crente, o corpo de Cristo. Se há serviços a completar e tarefas a realizar, examinamo-las de perto para ver se são convites de Deus para a vida de cruz. Não podemos fazer tudo mas podemos fazer algumas coisas. Às vezes são assuntos de natureza organizacional, mas com muita freqüência são oportunidades espontâneas para pequenas tarefas de serventia. Pode, às vezes, tratar-se de chamados para servir a igreja universal e se o ministério for confirmado em nossos corações, podemos submeter-nos a ele com segurança e reverência.
O sexto ato de submissão é aos alquebrados e desprezados. Em toda cultura há “viúvas e órfãos”; isto é, os desamparados, os indefesos (Tiago 1:27). Nossa primeira responsabilidade é estar entre eles. Como Francisco de Assis, no século treze, e Kágawa no século vinte, devemos descobrir meios de verdadeiramente identificar-nos com os oprimidos, os rejeitados. Aí devemos viver a vida de cruz.
O sétimo ato de submissão é ao mundo. Vivemos numa comunidade internacional interdependente. Não podemos viver em isolamento. Nossa responsabilidade ambiental, ou sua ausência, afeta não somente as pessoas ao redor do mundo mas também as gerações que estão por nascer. As nações que padecem fome afetam-nos. Nosso ato de submissão é uma determinação de viver como membro responsável de um mundo cada vez mais irresponsável.




sábado, 27 de junho de 2015

Mundo interior 199 - Livro: Celebração da Disciplina – mens. 184


8. A Disciplina da Submissão

O terceiro ato de submissão é à nossa família. O lema para a família deveria ser: “Não tenha cada um em vista o que é dos outros” (Filipenses 2:4). Livre e graciosamente os membros da família fazem concessão uns aos outros. O ato básico de submissão é o compromisso de ouvir os demais membros da família. Seu corolário é uma disposição de partilhar, que, por si própria, é obra da submissão.
O quarto ato de submissão é a nossos vizinhos e aos que encontramos no curso de nosso viver diário. A vida de simples bondade é vivida diante deles. Se estiverem em necessidade, nós os ajudamos. Executamos pequenos atos de bondade e de urbanidade comum: repartimos nosso alimento, cuidamos de seus filhos quando os pais se ausentam, cortamo-lhes a grama, arranjamos tempo para visitá-los, compartilhamos nossas ferramentas. Nenhuma tarefa é pequena demais, insignificante demais, pois cada uma delas é uma oportunidade de viver em submissão.